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terça-feira, 23 de novembro de 2010

União Européia

A Europa é uma herança, ou mais precisamente, um conjunto de heranças superpostas, formadas pela atividade das sociedades e pelas idéias inventadas pelos homens”

(Magnoli, 2002, p.5)


A importância da Europa para as relações internacionais como unidade política remonta a época do Império Romano, passando por diversas conquistas e transformações até se firmar no cenário internacional como um bloco econômico conhecido como União Européia.

A União Européia começou de fato com a assinatura do Tratado de Roma em 1957 com o objetivo de facilitar o livre trânsito de bens, serviços, pessoas e capitais entre os países integrantes do Mercado Comum Europeu. Paulatinamente mais países europeus ingressaram no bloco e, em 1993 com o tratado de Maastrich foram lançados objetivos mais audaciosos de integração política e unificação das agendas externas de defesa, passando a denominar-se União Européia. Após a implementação de uma moeda comum – o Euro em 1999 – países do antigo bloco socialista pleitearam o ingresso na União Européia, que atualmente contam com 27 Estados-membro.

A União Européia possui dois orgãos com função legislativa: o Parlamento Europeu, formado por deputados, representantes da população dos países europeus; e o Conselho da União Européia, constituído pelos chefes de governo dos Estados-membro. Possui também um orgão do poder executivo (Comissão Européia) formado por representantes dos países chamados de comissários e cujo chefe é o presidente da Comissão Européia. E ainda, o Tribunal de Justiça Europeu, representante do poder judiciário, completando assim a divisão de poderes no âmbito da União Européia.

A União econômica e monétária dos países-membro da união européia era um dos principais objetivos da integração européia e começou a se tornar verdade com a criação em 1979 do Sistema Monetáro Europeu. Os critérios para a implantação da 'nova moeda' se dividiam em 4: estabilidade de preços, disciplina nas finanças públicas, convergência das taxas de juros e estabilidade das taxas de câmbio.

Em 1 de julho de 1990 foi iniciado o processo de integração econômica com a abolição de todas as restrições à circulação de capitais; passando em 1994 para a criação do Instituto Monetário Europeu - o antecessor do Banco Central; em 1999 para a fixação irrevogável das taxas de conversão e a criação do Banco Central Europeu, responsável pela política monetária; e por fim, em 1 de janeiro de 2002 houve a introdução das notas e moedas de euro.


Onze países deram início à Zona do Euro: Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos e Portugal. A Grécia ingressou em 2001, Eslovenia em 2007, Chipre e Malta em 2008, Eslováquia em 2009 e a partir de janeiro de 2011, passará a ter curso legal na Estônia.

A Política Agrícola Comum consome 40% do Orçamento Comum Europeu, o que mantém o forte protecionismo que há na União Européia e que existe há muitas décadas. O que gera impactos diretos com a produção brasileira que é, em sua maioria, de produtos agrícolas não-industrializados, carne e recentemente, biocombustíveis.

A grande novidade é a abertura que os biocombustíveis brasileiros tem encontrado na U.E. Cerca de 25% a 30% do etanol consumido na U.E. vem do Brasil. O etanol brasileiro é o mais competitivo do mundo e tem despertado interesse para que seja produzido em território europeu, o que tem levado à grandes parcerias para trocas de tecnologias entre Brasil e países da União Européia - principalmente a Suécia.

A formação da União Européia ampliou consideravelmente o comércio de produtos industrializados com não – membros. Isso ocorreu devido ao crescimento significativamente rápido da União Européia, o que aumentou a sua demanda de importações de produtos industrializados de fora da União e a redução a níveis bastante baixos da tarifa média sobre as importações de produtos industrializados. A política comercial da União Européia está estreitamente ligada à política de desenvolvimento. No âmbito do seu Sistema de Preferências Generalizadas (SPG), a União concede a possibilidade de acesso com isenção de direitos aduaneiros ao seu mercado ou de acesso preferêncial com taxa reduzida à maior parte das importações provenientes dos países em desenvolvimento e das economias em transição.

A União Européia tem aumentado as suas trocas comerciais com as novas potências emergentes noutras partes do mundo, como a China e a Índia e até à América Central e do Sul, abrangendo o continente africano com suas ajudas humanitárias, estabelecendo uma política de integração regional com os países mediterrâneos, abrindo portas a leste com os países da Europa Oriental e recebendo gás e petróleo da Rússia. Os acordos comerciais com estes países implicam também uma cooperação técnica e cultural.


Dica de Vídeo: Comércio Brasil - União Européia - Parte 04 de 06

Vídeo sobre a intensificação do comércio entre Brasil e União Européia



Naiara Torales, Luiz Paulo Pimentel, Natalia Pimentel, Débora Batista e Herbert Maldonado



Fonte da primeira imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj7AFm5pAhER2qvVCcnKG-Skusz03of7KvUvxihyphenhyphenApWCiKLze4ZqHZJce1JizZsdCyKdLSXur7R-ta_6zcm3TjO1WJT7acNAFaPfgE4EZBPisJxzOlj6WjaFkpSA5BrnQMS9SoX_BuWYzrm/s1600/Uni%C3%A3o+Europeia.jpg
Fonte da segunda imagem: http://europa.eu/index_pt.htm

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Ásia

A Ásia é o berço das religiões monoteístas e politeístas, sendo o mesmo “dominado” por quatro principais religiões, a muçulmana (21.9%), a hindu (21,5%), a budista (9,5%) e a cristã (8,3%).

As questões de conflitos e tensões na Ásia são de grande importância para a compreensão geopolítica da região, tal fator é importante por ter sua maioria envolvimento de Estados com grande poder bélico. Além de países com grande importância econômica como Índia, Coréia do Sul e Paquistão.No Subcontinente Indiano observa-se a questão da Caxemira uma região disputada por Indianos, Paquistaneses e ainda uma influencia da China. O conflito se deve principalmente pela região ser povoada por maioria mulçumana, e os interesses no potencial hidrográfico da região.

Paquistão e Índia são países que possuem armamento de destruição em massa o que aumenta mais os riscos do conflito, no entanto há uma relativa paz entre os países, devido ao desenvolvimento político e econômico dos dois países. Apesar de a Índia possuir um histórico de não promoção de conflitos proposta por Mahatma Ghandi, é um país que conta com grande poderio bélico.

Outra região de tensão está localizada no extremo oriente da Ásia, na península da Coréia, a Coréia do Norte possui o regime político mais fechado do mundo, desde 1953 com o fim da chamada Guerra das Coréias os países são divididos pelo paralelo 38 e também por uma grande diferença econômica. O presidente Norte Coreano Kim Jong II usa da “produção nuclear” para intimidar os demais países e conseguir recursos, gerando uma instabilidade política na Região.


A questão nuclear

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u102826.shtml

A política internacional asiática deve ser analisada a partir de três características especiais: a partir da situação do continente durante a Guerra Fria que manteve inalterado os principais problemas de relacionamento entre os paísesda região (devido à transferência das tensões para o palco das duas principais potencias EUA e URSS); O pós-guerra com o ressurgimento dos conflitos regionais pelas questões que ficaram “congeladas” durante a guerra-fria e com a Ásia despontando como uma das principais economias internacionais e disputando a liderança com a União Européia e os EUA ; E o início do séc. XXI, os ataques às torres gêmeas de 11 de setembro de 2001 , acarretaram significativos reflexos sobe o equilíbrio militar das regiões asiáticas com a Ásia central adquirindo nova relevância.

Sendo assim, o continente asiático é muito disperso e diferenciado com Estados de realidades e dinâmicas regionais muito específicas. O ponto-chave da segurança asiática é atualmente a presença dos EUA, sendo esta uma questão contraditória, pois a presença dos EUA inibe o desenvolvimento regional de outras potências que por sua vez quando efetivados são levados em conta os interesses norte-americanos, mas ao mesmo tempo a retirada dos EUA em especial pelo rompimento de acordos militares com o Japão e a Coréia do Sul e a desmobilização das tropas militares que ali estão provavelmente provocará um vácuo de poder e a tentativa de tomada do mesmo provavelmente não será pacífica.


A cultura japonesa se mostra bastante diferente das outras culturas, pode-se dizer que a cultura asiática de uma forma geral se mostrou bastante diferente das culturas que temos mais acesso, ou seja, as ocidentais. Isso ocorreu porque o Japão se isolou por um tempo do mundo, o que permitiu que este país pudesse desenvolver uma cultura ímpar com seus habitantes, isso sem mencionar a localização geográfica desta ilha, que facilita bastante essa diversidade.

Um grande sucesso da cultura japonesa, que inclusive os ocidentais hoje possuem muito acesso, é o mangá, que se trata de uma espécie de gibi, lido da direita para esquerda com histórias diversas que atraem diversos públicos, inclusive o público adulto. Foi dito que o grande responsável por esse sucesso do mangá foi Osamu Tezuka, já que este possibilitou levar essa cultura para a região ocidental.


Dica de vídeo: Monumentos Sagrados da Ásia

Documentário revelando os pontos religiosos e curiosos,nos principais pontos do continente asiático


Kaully Furiama, Tatiane Ribeiro, Monique Cancelli, Luan Stander e Karina Okamoto



Legenda da primeira imagem: O continente asiático

Fontes da primeira imagem : http://www.maps-continents.com/asia-political.htm

Legenda da terceira imagem: A cultura japonesa

Fonte da terceira imagem: http://www.noticiasdaserra.com.br/cultura/cultura-japonesa-no-museu-imperial/12/

América Latina


A América Latina é formada por 21 países, onde em 16 deles, a língua oficial é o espanhol. E as cinco exceções são: Brasil (portuguê), Haiti (francês), Porto Rico (duas línguas oficiais - espanhol e inglês), Paraguai (espanhol e guarani) e Peru (espanhol, quéchua e aimara).

Nota-se a extrema influência dos idiomas indígenas na América Latina, países como Peru e Paraguai possuem idiomas indígenas como línguas oficiais. Porém, no Peru o Aimara e o Quéchua são consideradas oficias perante a constituição, mas na prática possuem um papel secundário, sendo usadas e estudadas apenas dentro de pequenas comunidades indígenas. Já no Paraguai, o Guarani é tido como segunda língua nacional e é ensinada nas escolas. O Guarani moderno paraguaio é um caso bastante especial, pois 60% da população o falam nos ambientes familiares, deixando o espanhol para ocasiões formais. Aquele deriva do dialeto sulista da língua tupi – guarani, outrora falado pelos índios guaranis que viveram no sul do Brasil, nordeste da Argentina e Paraguai. Atualmente ainda existem diversos falantes puramente indígenas de dialetos guaranis no Brasil, Paraguai, Bolívia e Argentina.


TABELA DE IDIOMAS INDÍGENAS NA AMÉRICA LATINA :

IDIOMAS

LOCALIDADE E CARACTERÍSTICAS

Andina-Equatorial

Inclui muitas das línguas indígenas vivas mais importantes, como o quéchua dos antigos incas, o aimara, o arauaque e o tupi-guarani.

Penutiana

Inclui as línguas maias (iucateca, quiché, cakchiquel etc.), o mapuche ou araucano do Chile, o uru da Bolívia, o extinto mochica do litoral peruano (outrora utilizado pela civilização Chimu) e o extinto puquina da bacia do Titicaca (que pode ter sido a língua da desaparecida civilização de Tiwanaku e também a "língua secreta" da família imperial incaica), além de várias línguas outrora faladas na costa oeste da América do Norte.

Asteca-Tanoana

Inclui o náhuatl (falado pelos antigos astecas e toltecas e por seus descendentes), tarahumara e pima-papago no México, além de várias línguas do sudoeste da América do Norte, como comanche, hopi e shoshone.

Oto-Mangueana

Inclui o otomi, o misteca e o zapoteca, línguas do centro e sul do México, faladas por povos que também foram importantes para as antigas civilizações mexicanas.


Macro-Chibcha

Inclui várias línguas faladas na América Central, Colômbia, Venezuela e Amazônia, como guaymi, epera e cuna (Panamá), ianomami ou guaicá (Venezuela e Brasil) e paez (Colômbia), além da língua da desaparecida civilização dos chibchas ou muíscas da Colômbia.

Jê-Pano-Caribe

Inclui 200 línguas sul-americanas, incluindo o caribe (litoral do Caribe), mataco (norte da Argentina e Paraguai) e a maioria das línguas indígenas brasileiras, como o xavante, apinajé, bororó, caiapó, carajá, maxacali, pataxó, krenak, kaingang, xerente etc. É a única das maiores famílias que aparentemente não esteve associada a nenhuma civilização indígena do passado.


A expressão America Latina, ganhou força com a criação da CEPAL, após a Segunda Guerra Mundial, que designava essa expressão como siupar um conjunto de países com semelhantes características, sendo estas, culturais, éticas, políticas, sociais e econômicas.

Mesmo hoje, com a consolidação do termo America Latina, ainda é difícil definir uma "identidade latino-americana", devido aos fortes preconceitos de obras existentes sobre o tema. Como defende a autora Maria Ligia, que diz que o Brasil é e não é América Latina, no trecho: "O Brasil afirma-se como América latina em diversas manifestações políticas, de acordo com seus interesses, mas por outro lado, nega sua identidade, ignora, desqualifica e forma estereótipos negativos em relação ao mundo".

Dança Latina

Fonte: Google Imagens


Um assunto bastante relevante é a maneira em que se deu a Urbanização da América Latina. Esta ocorreu de modo desordenado e excludente, e por isso nota-se uma falência em moradias adequadas e serviços urbanos essenciais, como saneamento básico e coleta de lixo, o que gerou grandes contrastes, ou seja, de um lado grandes edifícios e excelente infra-estrutura e de outro bairros carentes e precários, onde a violência é muitas vezes adotadas como mecanismo de sobrevivência.

Já a historia da América Latina é marcado por um passado opressor e uma economia agrícola e mineradora com o objetivo de gerar lucro para as potências dominadoras. A opressão de governos centralizados produziu muitos genocídios e caos social. De modo que ocorreram várias revoltas.

Alguns historiadores definiram que quatro eventos podem ser analisados como tentativas de romper com o domínio imperialista existente na América Latina, pois todos criticavam o domínio internacional em seus territórios e buscavam introduzir mudanças sociais para a população. E foram: Revolução Mexicana, Revolução Boliviana, Revolução Cubana e Revolução Peruana.

Atualmente a América Latina continua enfrentando problemas referentes às grandes diferenças sociais e também problemas com o trafico de drogas, com a formação de cartéis e envolvimentos de guerrilhas.


Dica de Vídeo: Entrelinhas - Eduardo Galeano

Entrevista com o escritor uruguaio Eduardo Galeano, autor de As Veias Abertas da América Latina - um clássico sobre a exploração dos países latino-americanos pelo imperialismo econômico.


Kamila Silva, Daniele Collety, Dyerickson Cordeiro e Gabriela Cavassini



Legenda da primeira imagem: Mapa da América Latina

Fonte da primeira imagem: http://afn-auxiliador.blogspot.com/2010/05/america-latina.html

Legenda da terceira imagem: Contraste social no Chile

Fonte da terceira imagem: http://depositomaia.blogspot.com/2010/11/idh-divulgado-hoje-mostra-que-governo.html


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Dourados, a UFGD e o Estudo das Relações Internacionais: Fronteiras, Integração Regional e Desenvolvimento

Dourados é um município brasileiro da região Centro-Oeste, localizado no interior Estado de Mato Grosso do Sul. Nos anos 1990, além do crescimento da agropecuária, o desenvolvimento comercial e de serviços na zona urbana foi decisivo para que Dourados se consolidasse como pólo regional, de serviços e agropecuário para uma região com quase 1 milhão de pessoas, incluindo parte do Paraguai e da Bolívia, o que lhe confere o título de “Portal do Mercosul” e o coloca na rede de cooperação dos municípios do Mercosul conhecida como “Mercocidades” (www.mercociudades.org).

Com cerca de 200 mil habitantes, Dourados é a segunda maior cidade do Estado de Mato Grosso do Sul em população, sendo servida por linhas regulares de transporte aéreo e rodoviário aos principais centros do país, possuindo também um notável desenvolvimento comercial e de serviços. Com o PIB de cerca de R$ 2,4 bilhões, segundo o IBGE, o município fica em segundo lugar no estado, logo atrás da capital.

No campo educacional, Dourados tem se tornado um pólo importante, atraindo milhares de estudantes não apenas do estado, mas também do Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso e outros estados do país. Na cidade estão sediadas duas universidades públicas (UFGD e UEMS) e outras duas grandes universidades particulares com campi também em outras cidades da região.

A Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) é uma instituição pública federal de ensino superior criada no ano de 2005 na cidade de Dourados (Mato Grosso do Sul) por meio do desmembramento da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). A instalação da universidade na cidade veio atender uma demanda regional por investimentos e capacitação superior de qualidade. Com o desmembramento, a UFGD encampou os cursos antes existentes no âmbito da UFMS em novos prédios e instalações e abriu novos cursos.

Hoje a UFGD dispõe de dois campi compostos por prédios novos e instalações modernas, abrigando 27 cursos de graduação e 11 programas de pós-graduação stricto senso, atendendo um quantitativo de 7067 vagas. A universidade nestes cinco anos já alcançou a posição de melhor universidade do Estado de Mato Grosso do Sul, conforme indicadores de qualidade do ICG-INEP, e vem buscando continuamente consolidar sua posição não só no estado, mas também expandindo contatos e colaboração com vistas a uma efetiva inserção nacional e internacional com o objetivo de ser um vetor de desenvolvimento de Dourados, da região e do estado.

A criação do curso de Relações Internacionais da UFGD, lotado na Faculdade de Direito e Relações Internacionais (FADIR), vem assim cumprir um papel estratégico no âmbito da academia, da sociedade civil e do poder público na região, no estado e no país. Constitui-se numa iniciativa valorosa para o estudo das tentativas contemporâneas de integração regional dos países latino-americanos, especialmente do MERCOSUL, e para os arranjos econômicos e políticos levados a cabo na busca de estratégias coerentes de mitigar as assimetrias sociais, econômicas e políticas que interferem no desenvolvimento da região nacional e internacionalmente.

A integração regional está associada à participação da sociedade civil e ao aprimoramento dos mecanismos de representação política. Sendo assim, as diversas modalidades de participação política, desde o nível local até o interior dos blocos regionais, erguem-se em fundamentos indispensáveis para a legitimação dos processos de integração. A institucionalização do poder decisório no processo de regionalização do MERCOSUL, como as relativas à proporcionalidade da representação, para citar somente um aspecto, representam a dimensão dos desafios que o curso de Relações Internacionais da UFGD procura contribuir para responder.

Neste sentido, o estreitamento de laços com as instituições locais, regionais e internacionais promovida pelo curso contribui no estudo das modalidades e formatos que a organização e participação políticas assumem com vistas ao fortalecimento da integração, alavancando o desenvolvimento econômico, político e social. A UFGD possui uma localização territorial e política que enriquece a diversidade característica do Brasil, pois o bioma do Pantanal e a consolidação do agronegócio, assim como a existência das populações indígenas, mobilizam a necessidade de convergência sustentável por um desenvolvimento sustentável articulado em suas diversas dimensões.

Além disto, possui uma localização estratégica que propicia o desenvolvimento de estudos relativos a fronteiras e integração. A proximidade com países como o Paraguai e a Bolívia, pode impulsionar o aprofundamento de temáticas (já em andamento) relativas às problemáticas de fronteira tais como imigração, desenvolvimento de cadeias produtivas integradas, cooperação em políticas públicas, entre outras, contribuindo para a superação dos dilemas e desafios que cercam todo processo de integração em seus diversos níveis (político, econômico, social etc).

Por todas estas razões, Dourados e a UFGD configuram-se enquanto um pólo dinâmico e inovador para o estudo das Relações Internacionais. Possibilitando o desenvolvimento acadêmico, cultural e pessoal de nossos alunos em um ambiente agradável e motivador. Tenho orgulho de fazer parte da equipe de construção do curso de Relações Internacionais da UFGD. Venha você também realizar conosco seus projetos profissionais e pessoas e desenvolver suas potencialidades!


Prof. Carlos Henrique Canesin

Fonte: http://relacoesinternacionaisufgd.wordpress.com/